Na sexta-feira última, dia 19/04, estive em Encruzilhada do Sul acompanhando o Secretário Estadual do Planejamento, Gestão e Participação Cidadã, João Mota, na entrega de um moderno caminhão auto-bomba para o Corpo de Bombeiros (na foto do amigo Alex Zanatta Riegel). O ato foi em frente à Prefeitura Municipal e na ocasião a Prefeita Laise também entregou à comunidade uma patrola e uma retor-escavadeira recebidas do Governo Federal através do PAC2.
Este caminhão é fruto de uma demanda da comunidade votada em 2011 para o Orçamento do Estado de 2012, através do Processo de Participação Popular e Cidadã. O caminhão é o mais moderno da corporação em todo o Vale do Rio Pardo e dispõe de vários equipamentos de combate ao fogo. O seu custo foi R$ 450.000,00.
Foi gratificante para mim encontrar velhos amigos, como o Clementino Lopes, a Sirlei Madalena, o Lúcio Libano e o Vereador Pedro Paulo. Conversei bastante com todos, que me colocaram "em dia" com as lutas que estão empreendendo, às quais dou todo meu apoio. Todos tem grande preocupação com a questão da Segurança Pública em Encruzilhada, que tem vivido dias de violência. Também aproveitei para cumprimentar a prefeita Laise, desejar sucesso na sua administração e me colocar a disposição para ajudar no que for preciso.
Nesta terça-feira, dia 23/04, acontecerá ma audiência de lideranças locais na Secretaria de Segurança Pública, com o Secretário Michels, onde irão relatar a situação vivida no município e irão reivindicar soluções, como por exemplo a designação imediata de um Delegado Titular para a Delegacia local. Temos certeza de que os pedidos terão repercussão e atendimento imediato de parte da Secretaria de Segurança Pública.
Um espaço para o livre pensar. Não tenho o hábito da escrita, mas as vezes "cometo" algum desatino...
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segunda-feira, 22 de abril de 2013
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Um tributo ao "Tio Ivo"
Em janeiro de 2010 escrevi um texto para o Jornal do Sudeste, de Encruzilhada do Sul, fazendo um pequeno resgate da história do vinho no município, principalmente da memória de Ivo Osório Mendes, um dos pioneiros na luta pela implantação de parreirais. Compartilho aqui este texto.
Um tributo ao “Tio Ivo”
Paulo Augusto Coelho de Souza
Sociólogo
Fiz uma pesquisa no sítio de busca Google com a expressão “Encruzilhada do Sul” + vinho e obtive o seguinte resultado: 5940 ocorrências. São sítios, blogues, notícias e vídeos que falam da excelência das videiras, do solo e do clima de Encruzilhada para a produção de uvas e consequentemente vinhos. Há praticamente um consenso entre especialistas sobre a qualidade do vinho produzido a partir das “nossas” videiras. E já somos considerados um “terroir”.
A história do vinho em Encruzilhada deve um tributo a um homem chamado Ivo Osório Mendes, conhecido como Tio Ivo. Ele era Técnico Agrícola, e já nas décadas de 40 e 50 trabalhava com genética de trigo, na Estação Experimental de Encruzilhada. Naquela época, desenvolveu variedades de trigo com dupla aptidão: pastoreio e produção de grãos. Santa Bárbara e Encruzilhada eram os nomes dessas variedades e, segundo informações, na década de 80 ainda eram utilizadas nos Estados Unidos. Lamentavelmente, hoje nossa Estação Experimental sofre um processo de desmonte e não desenvolve mais qualquer pesquisa, se resumindo praticamente a uma plantação de Eucaliptos.
Depois de aposentado no Estado, Tio Ivo implantou o Campo Experimental da extinta COTRENSUL, onde continuou desenvolvendo pesquisas com trigo, soja, milho, girassol e pastagens, permitindo que os produtores conhecessem quais as variedades que melhor se adaptavam no município. Em uma justa homenagem, a Cooperativa denominou o campo como “Campo Experimental Ivo Osório Mendes”.
Trabalhei com o Tio Ivo, de 1986 a 1988 e tive a honra de ter com ele longas conversas, quando me contava de suas andanças pelo município, junto com o Padre Nicolau. Depois das missas, palestrava sobre técnicas agrícolas, num trabalho de extensão rural e assistência técnica, ajudando a implantar novas técnicas e novas culturas. Também me contava como multiplicava sementes de batata, importadas diretamente da Holanda, para distribuição aos produtores. Desse tempo, me disse ele, levava apenas um arrependimento: o de ter ajudado a implantar o uso de sementes híbridas, que se por um lado aumentaram enormemente a produtividade, por outro, tirou das mãos do produtor a propriedade da semente.
Fiz inúmeras entrevistas com o Tio Ivo para o programa de rádio da Cooperativa e como ele era um entusiasta da fruticultura e da vitivinicultura sempre dizia que o clima e o solo de Encruzilhada eram "especiais" para estas culturas, especialmente para a cultura da videira e do vinho. Numa determinada ocasião, convenceu o Batistella e o Sr. Alfredo Moreira, então presidente da Cooperativa, e foi à Serra Gaúcha buscar mudas de videira para implantar em um parreiral no Campo Experimental e iniciar um trabalho de fomento junto aos produtores locais.
Esse trabalho foi o pontapé inicial da vitivinicultura em Encruzilhada e contagiou o Batistella, que levou a idéia adiante quando foi Secretário da Agricultura. Foi isso que permitiu hoje termos inúmeros produtores e vinícolas, oriundos da Serra Gaúcha, produzindo uvas em Encruzilhada e que o município seja considerado um “terroir” diferenciado, propiciando vinhos considerados excelentes e até mesmo premiados.
Mas ainda falta um trabalho a fazer, para o qual o Tio Ivo nos faz muita falta: difundir entre os produtores “locais” a cultura das videiras. Isto certamente traria um dinamismo ainda maior para a comunidade e para a economia do município.
quinta-feira, 21 de março de 2013
Cantos do Sul da Terra
Volto depois de um tempo afastado. Férias, volta ao trabalho, coisas acumuladas...Sou um cara que não tem uma formação musical, mas gosto muito de alguns músicos argentinos e uruguaios, e de músicos gaúchos que buscam um diálogo cultural "con los hermanos".
Daí que para quem tem um gosto musical parecido vai uma dica de programa de rádio que hoje é imprescindível para essa cultura própria do cone sul, um programa que trata da expansão das fronteiras culturais e a valorização do cenário musical latino-americano: Cantos do Sul da Terra, na FM Cultura, 107.7 , que você pode ouvir pela internet.
Cantos do Sul da Terra é apresentado pelo Demétrio Xavier e vai ao ar de segunda a sexta, às 13h.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Empresárias e putas
Pesquei no La Vieja Bruja. É interessante observar os mecanismos de manipulação da RBS. E as pessoas lêem o jornal, assistem a TV e ouvem o rádio de uma forma totalmente acrítica, acreditando em tudo o que dizem.
De um lado, notícia na editoria “geral” de “folia na rua” da “tia carmen”, dona de “tradicional casa noturna” da cidade; de outro, notícia na editoria de “polícia” de “flagrante” de “prostituição à luz do dia” por “mulheres que vendem o corpo” e que, em função disso, “teriam feito crescer roubos e furtos” em determinada região da capital.
São fatos distintos sendo noticiados, evidentemente. O que chama a atenção, porém, é que todas as mulheres em questão ganham a vida do mesmo modo.
Por quê, então, tratá-las de modos distintos?
Por que uma delas é a “tia carmen”, e a outra é uma mulher “que vende o corpo”? Qual a origem dessa tolerância social em relação à empresária, dona de “tradicional casa noturna”, e da ojeriza à profissional liberal que vende o corpo nas esquinas desta vida? Por que uma delas é “empresária” e a outra é “puta”?
É que putas de rua não patrocinam programas de rádio em veículos do Grupo RBS e, tampouco, recebem em suas assépticas mansões jogadores de futebol, políticos, juízes, promotores, médicos, empresários e jornalistas; é que putas de rua trepam em becos sujos ou em pulgueiros do baixo-centro de Porto Alegre, com maltrapilhos ou bêbados, desde que disponham de alguns trocados; é que putas de rua não servem de inspiração para contos eróticos literariamente sofríveis de jornalistas do Grupo RBS.
Empresárias, ao contrário, cobram caro por seu silêncio, tratam bem suas funcionárias e recebem de braços abertos a todos que podem pagar um bom dinheiro; investem em patrocínios de programas de rádio e tvs ditas comunitárias e em classificados de finais de semana; na casa há espumantes e whiskies da melhor qualidade; os quartos são limpos e as roupas de cama são trocadas regularmente; as mulheres são bonitas, limpas e fazem seu preço; não apanham, não sofrem abusos.
Daí uma das tarefas de um veículo como Zero Hora ser a sanitarização da sociedade, separando o que é “limpo” do que é “sujo”; daí a consequente retroalimentação da tolerância social em relação ao que foi socialmente higienizado; daí o veículo dito “popular” do Grupo tratar profissionais do sexo como “putas”, e o veículo “de elite” tratá-las como “empresárias”.
Daí, também, a condenação social de uma proposta como a do deputado Jean Wyllys [Psol-RJ], de regularização da atividade de profissionais do sexo, de uma grandeza moral ímpar. É que, regularizada a atividade, aparecem nomes, recibos; tudo vem à luz do dia.
Há uma parcela de “homens de bem” da sociedade limpa que, publicamente, escandaliza-se com a prostituição à luz do dia, com a prostituição das putas, mas que, na calada da noite, regala-se – ou, parafraseando o poeta, “faz tanta sujeira, lambuza-se a noite inteira até ficar saciada” – nas “tradicionais casas noturnas” do ramo. É para esses humanos ridículos que ZH escreve, que trata como “tia carmen” uma mulher que negocia o corpo de suas funcionárias tanto quanto as que trabalham na Voluntários. Também é p/ suas esposas, que se escandalizam com as putas que trepam mas que toleram as que fazem amor com seus maridos, desde que em casa tudo continue aparentemente bem.
É isso que queremos continuar ensinando a nossos filhos?
Lembre-se disso quando o Grupo RBS, aos quatro ventos, auto-entoar loas a seus “compromissos sociais”.
Pela imediata regularização da atividade de profissionais do sexo.
Pelo direito de todo ser humano adulto vender seu corpo de livre e espontânea vontade a hora que bem entender e a quem quiser.
Pelo fim da hipocrisia.
De um lado, notícia na editoria “geral” de “folia na rua” da “tia carmen”, dona de “tradicional casa noturna” da cidade; de outro, notícia na editoria de “polícia” de “flagrante” de “prostituição à luz do dia” por “mulheres que vendem o corpo” e que, em função disso, “teriam feito crescer roubos e furtos” em determinada região da capital.
São fatos distintos sendo noticiados, evidentemente. O que chama a atenção, porém, é que todas as mulheres em questão ganham a vida do mesmo modo.
Por quê, então, tratá-las de modos distintos?
Por que uma delas é a “tia carmen”, e a outra é uma mulher “que vende o corpo”? Qual a origem dessa tolerância social em relação à empresária, dona de “tradicional casa noturna”, e da ojeriza à profissional liberal que vende o corpo nas esquinas desta vida? Por que uma delas é “empresária” e a outra é “puta”?
É que putas de rua não patrocinam programas de rádio em veículos do Grupo RBS e, tampouco, recebem em suas assépticas mansões jogadores de futebol, políticos, juízes, promotores, médicos, empresários e jornalistas; é que putas de rua trepam em becos sujos ou em pulgueiros do baixo-centro de Porto Alegre, com maltrapilhos ou bêbados, desde que disponham de alguns trocados; é que putas de rua não servem de inspiração para contos eróticos literariamente sofríveis de jornalistas do Grupo RBS.
A versão “suja”
Daí uma das tarefas de um veículo como Zero Hora ser a sanitarização da sociedade, separando o que é “limpo” do que é “sujo”; daí a consequente retroalimentação da tolerância social em relação ao que foi socialmente higienizado; daí o veículo dito “popular” do Grupo tratar profissionais do sexo como “putas”, e o veículo “de elite” tratá-las como “empresárias”.
Daí, também, a condenação social de uma proposta como a do deputado Jean Wyllys [Psol-RJ], de regularização da atividade de profissionais do sexo, de uma grandeza moral ímpar. É que, regularizada a atividade, aparecem nomes, recibos; tudo vem à luz do dia.
Há uma parcela de “homens de bem” da sociedade limpa que, publicamente, escandaliza-se com a prostituição à luz do dia, com a prostituição das putas, mas que, na calada da noite, regala-se – ou, parafraseando o poeta, “faz tanta sujeira, lambuza-se a noite inteira até ficar saciada” – nas “tradicionais casas noturnas” do ramo. É para esses humanos ridículos que ZH escreve, que trata como “tia carmen” uma mulher que negocia o corpo de suas funcionárias tanto quanto as que trabalham na Voluntários. Também é p/ suas esposas, que se escandalizam com as putas que trepam mas que toleram as que fazem amor com seus maridos, desde que em casa tudo continue aparentemente bem.
É isso que queremos continuar ensinando a nossos filhos?
Lembre-se disso quando o Grupo RBS, aos quatro ventos, auto-entoar loas a seus “compromissos sociais”.
Pela imediata regularização da atividade de profissionais do sexo.
Pelo direito de todo ser humano adulto vender seu corpo de livre e espontânea vontade a hora que bem entender e a quem quiser.
Pelo fim da hipocrisia.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Sororenço!
O Ticiano é casado com minha prima e afilhada Beatriz Zanetti e pai da Helena.
Escreveu esta pequena crônica no Caderno de Verão da Zero Hora de hoje, 18/01/2013. Relata bem o cotidiano de São Lourenço, e fez a Tânia lembrar dos nossos filhos Paulo André e Pedro, que ali tiveram importantes momentos da infância, junto com os primos Guilherme e Arthur.
Valeu pelas lembranças, Ticiano!
Escreveu esta pequena crônica no Caderno de Verão da Zero Hora de hoje, 18/01/2013. Relata bem o cotidiano de São Lourenço, e fez a Tânia lembrar dos nossos filhos Paulo André e Pedro, que ali tiveram importantes momentos da infância, junto com os primos Guilherme e Arthur.
Valeu pelas lembranças, Ticiano!
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